Novos hospitais para velhos problemas

840

Municípios querem ampliar o atendimento e melhorar a saúde na Baixada Fluminense

A construção e a reabertura de hospitais na Baixada Fluminense reascende a esperança dos moradores. As novas unidades são esperança de melhorias no atendimento oferecido à população, mas ainda há problemas.

Após ficar fechado por seis meses para reforma e ampliação de leitos, a unidade Jorge Júlio Costa dos Santos, o Hospital do Joca, em Belford Roxo, foi reinaugurado em 31 de agosto. Apesar das obras, alguns pacientes reclamaram do atendimento.

Prefeitura de Nilópolis afirma que novo Hospital Juscelino Kubstichek será entregue em dezembro deste ano / Foto:  Estefan Radovicz / Agência O Dia

Em Nilópolis o Hospital Juscelino Kubstichek foi demolido e a prefeitura iniciou novas obras em maio de 2014. Orçado em R$ 18 milhões, a verba foi liberada pelo governo do estado e a prefeitura informa que deve ficar pronto em dezembro de 2015, oferecendo 70 leitos, maternidade, centro cirúrgico e UTI.

Em Mesquita, o Hospital São José está fechado desde 2011 e não há previsão de reabertura. Os moradores buscam atendimento em cidades vizinhas. “Sou obrigada a ir para Nova Iguaçu”, contou Josilene Maranhão, moradora de Juscelino.

UPA de Jardim Íris continua abandonada pelo prefeito

Em São João de Meriti a UPA de Jardim Íris, fechada desde novembro do ano passado, continua abandonada enquanto moradores penam por atendimento. Vidros quebrados, janelas estilhaçadas e buracos abertos no lugar dos aparelhos de ar-condicionado. A frente suja, com mau cheiro e cheia de mato não deixa dúvida no cenário da saúde do município. Muitos pacientes ainda procuram por atendimento no local. “Estamos a mercê do prefeito, a saúde aqui está precária. Vou ter que ir para Caxias”, disse o pedreiro Carlos José Lopes.

O prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos, afirmou que se reunirá com o Governador Luiz Fernando Pezão, este mês ainda, para tratar da reabertura da UPA do Jardim Íris e decidir se a administração fica com o município ou voltará a ser gerida pelo Estado.

Cremerj visitará as unidades

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj)está de olho nas irregularidades da saúde na Baixada. “ Fizemos uma visita à UPA do Jardim Íris, em julho, e verificamos que continuava fechada. Depois disso, nos reunimos com o Secretário de Saúde de São João de Meriti”, contou o conselheiro Nelson Nahon.

Ele salientou que, assim como Meriti, Mesquita e Nilópolis não contam com um hospital municipal. “ O Juscelino, de Nilópolis, foi demolido; em Mesquita, encerraram as atividades do Hospital São José, da UNIG, que atendia à comunidade e era um hospital-escola”, recordou o médico.

Nahon afirmou que o Cremerj também fará uma vistoria no Hospital Municipal Jorge Júlio dos Santos, recém-reaberto depois de uma obra que demorou seis meses. “A assistência primária, nos postos de saúde, é precária, por isso os moradores correm para os hospitais”, analisou o conselheiro.

Fonte: O Dia

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.