Feira virtual é oportunidade para empreendedores durante a pandemia

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Empreendedores que trabalhavam em feiras de artesanatos estão tendo que inovar em tempos de Covid-19 para continuar no mercado. Feiras e exposições foram totalmente paralisado com a pandemia. A solução é fazer uma versão virtual.

Um grupo de empreendedores criou a primeira feira de artesanato virtual. O evento funcionará dentro de uma plataforma de marketplace, e terá todas as atrações das grandes feiras presenciais como estandes para vendas, cursos de artesanato, palestras, exposição de arte têxtil contemporânea, além de reuniões online para novas parcerias.

O empresário Zeca Medeiros está à frente do projeto, com a “Patchwork, Arte e Design em casa“. Com a experiência na realização de feiras no Brasil, há mais de 20 anos, ele acredita que o momento é adequado para renovar o mercado de artesanato e beneficiar os artesãos, que dependem das feiras durante todo o ano. “Com o cancelamento dos eventos presenciais, a grande maioria está com produtos em estoque e sem espaço para vender”, afirma.

Com a feira virtual, artesãos de todo o Brasil podem participar expondo e vendendo seus produtos. A plataforma, de acordo com os empreendedores, será um canal com maior visibilidade, e o artesão não terá gastos de deslocamento e transporte da mercadoria. Sem estes custos para o artesão, o consumidor será o grande beneficiado, já que terá melhores preços na compra dos produtos. Todos ganham e o mercado do artesanato volta a se movimentar.

A feira virtual “Patchwork Arte e Design em casa” vai acontecer de 27 de julho a 1o. de agosto. Mais informações e inscrições estão no site: www.patchworkarteedesign.com.br.

Esta oportunidade irá beneficiar empresários, como a arquiteta Maristela Simões, que possui uma história muito rica de empreendedorismo. Ela descobriu a arte do artesanato folheando uma revista na sala de espera de um ex-cliente no ano de 2004. Leu uma matéria de como sabonetes artesanais mudaram a vida de uma dona de casa. Resolveu pesquisar sobre o assunto, fez cursos, se apaixonou e começou a fazer sabonetes nas horas vagas. O que era uma experiência entre ela e seu marido e um hobby para presentear a família, deu tão certo que o casal começou a se aperfeiçoar, investir, participar de feiras e eventos e no ano de 2012 abriram uma pequena fábrica e uma loja em Botafogo. Hoje possui uma linha de cosméticos veganos (sabonetes, hidratantes, difusores de ambientes, entre outros) que vinha atendendo todo o Brasil. Com a crise gerada pela Covid19, a empresária teve que fechar sua loja e está, para sobreviver em seu sonho, vendendo seus produtos pelas redes sociais. Participante, esses anos todos, de feiras presenciais, ela vê na feira virtual uma grande oportunidade.

– Achei a ideia da feira virtual genial! Será como um shopping só que o cliente poderá visitar cada estande com calma, sem precisar sair de casa. Com a pandemia fechei minha loja no dia 16 de março e minhas vendas caíram cerca de 80%, explica. Não vou deixar que um projeto tão bonito como o meu acabe. E depois que a pandemia acabar vou investir só na loja virtual, afirmou.

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