Estudantes da rede estadual do RJ reclamam das condições de acesso às aulas online

Alunos reclamam que não possuem internet estável para estudar com qualidade. Secretaria afirma que chips serão distribuídos.

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Os estudantes da rede estadual do Rio de Janeiro reclamam que não conseguem acessar as aulas online disponibilizadas pela secretaria durante a pandemia do novo coronavírus. A mesma reclamação é feita pelo sindicato estadual dos professores.

Os alunos afirmam que não possuem internet estável para estudar com qualidade. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou com uma ação na Justiça pedindo que a Secretaria Estadual de Educação não conte as aulas online como dias letivos normais.

A Secretaria Estadual de Educação afirma que 80% dos alunos da rede já participam permanentemente destas aulas pela internet e que, nos próximos dias, serão entregues chips com dados de internet para todos os alunos, professores e diretores que estão estudando e trabalhando pela plataforma.

A secretaria afirmou ainda que a Justiça deu parecer favorável ao órgão e reconheceu a aprendizagem remota adotada pela Seeduc [Secretaria Estadual de Educação] durante a pandemia.

Os estudantes reclamam das condições de acesso às aulas.

“Muitas pessoas não têm acesso à internet ou ao computador ou a um telefone. Ou, quando tem, muitas vezes, precisam dividir este aparelho com outras pessoas da casa. O wi-fi daqui é compartilhado. Isso fica muito lento. E eu tenho um irmão que estuda no mesmo colégio que eu. Se para mim fica difícil estudar com esse péssimo sinal, imagina para ele, que tem a necessidade que eu empreste o meu telefone para ele?”, disse o estudante Elias Pereira

O sindicato dos professores (Sepe) também reclama das aulas.

“Uma série de estudantes não consegue acessar a plataforma. Não porque não querem, mas porque não possuem meios tecnológicos para isso. E também não possuem acesso à banda larga suficiente para acessar a plataforma. Isso prejudica os estudantes. E fica mais grave porque a Seeduc quer transformar estas aulas em substituição às aulas presenciais”, destacou Gustavo Miranda, coordenador-geral do Sepe.

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