Entenda como a proposta de Pezão pode afetar o Bilhete Único do RJ

Aumento do benefício será repassado para o usuário. Quase 5 milhões de passageiros viajam usando o bilhete hoje.

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O governo encaminhou, na terça-feira (2/2/16), um pacote de propostas para a Assembleia Legislativa (Alerj) para tentar frear os gastos do estado em meio à crise. Dois deles tratam de mudanças no Bilhete Único intermunicipal. 

Na prática, se o passageiro pega dois ônibus intermunicipais dentro do intervalo permitido, no segundo, o estado vai custear o valor máximo de R$ 5,60. A diferença será paga pelo passageiro e descontada automaticamente do cartão.

Quando foi criado, há cinco anos, significou um alívio para patrões e trabalhadores. O Bilhete Único intermunicipal reduziu o custo da passagem entre os municípios da Região Metropolitana. Hoje, quase 5 milhões de passageiros viajam usando o benefício.

Com o Bilhete Único, uma pessoa pode usar dois meios de transporte num intervalo de até duas horas e meia e pagar R$ 6,50 reais pela tarifa atual.

Quem arca com a diferença entre o custo real das passagens e o que o usuário paga é o Governo do Estado. Hoje, esse valor é de R$ 600 milhões.

Projetos de lei
Para diminuir essa despesa, o governador Luiz Fernando Pezão quer mudar algumas regras do Bilhete Único para o ano que vem e enviou dois projetos de lei para a Alerj.

Um deles propõe mudar a forma de reajuste do Bilhete Único, que hoje é atrelado ao aumento dos ônibus intermunicipais. A nova conta levaria em consideração uma média dos aumentos de todos os meios de transporte. Mas essas regras ainda não foram definidas.

O outro projeto de lei trata das integrações. Quando o passageiro fizer duas viagens, o valor da passagem do segundo trecho vai se limitar à tarifa de trens, bascas ou metrô – o que for maior. Hoje, são as barcas, que custam R$ 5,60.

Exemplo
O passageiro pega um ônibus que custa R$ 10 e depois embarca num outro meio de transporte que custa R$ 8. O Bilhete Único vai cobrir o primeiro trecho e apenas R$ 5,60 do segundo. A diferença de R$ 2,40 vai ser paga pelo usuário. O valor vai ser descontado automaticamente do cartão.

“A gente está incentivando, a gente quer incentivar que ele pegue um ônibus, pegue uma barca, quer um ônibus quer um trem, os dois modais só no ônibus fica mais caro a gente quer fazer essa discussão. Essa é a discussão que a gente quer fazer. Vamos botar na tarifa. Queremos botar na tarifa, não dá mais hoje pro estado ficar aumentando o seu subsídio”, disse Pezão.

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