DESTAQUE DA GRANDE RIO, CARLA DIAZ AVISA: ‘NÃO ESPEREM VER UMA MUSA BOMBADA’

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Abram alas para o carnaval da criatividade passar! Em tempos de crise, vale reciclar, misturar e customizar para curtir a folia sem ter que bater tanta perna por aí para se produzir.

No embalo do “faça você mesmo”, inspire-se nos looks que a atriz Carla Diaz, musa da Grande Rio, mostra aqui neste editorial e veja opções que podem pular do guarda-roupa ou das lojas direto para os bloquinhos de rua e os bailes à fantasia.

A simples combinação de top com bermuda branca e quepe vira uma clássica marinheira, por exemplo. Para a melindrosa, basta acrescentar ao vestido ou à blusa de franjas vários colares de pérolas. Um body e um lenço grande estampado amarrado à cintura, voilà, viram uma típica havaiana. Com plumas e uma transparência, surge um cisne negro. E Carmen Miranda vem estilizada, com saia midi e cropped de ombro a ombro multicoloridos, mais um mix de colares. Aqui, os acessórios e a make são a gosto.

Vestido Zara (R$ 399); colar (R$ 144 cada) e pulseira (R$ 495) Fiszpan; sandália Via Curtume (R$ 169,90)

— Em São Paulo, eu ia muito às matinês. Minha mãe me fantasiava de tudo quando eu era criança. Hoje curto mais a vibe da Sapucaí, assistindo de camarote ou desfilando na Avenida — diz Carla, que neste mês deu uma brecada na agenda para se dedicar à preparação para a maratona carnavalesca.

A atriz paulista, de 27 anos, está tendo acompanhamento de endocrinologista, nutricionista e personal, com intensivo de aeróbico, musculação e alimentação balanceada.

— Não esperem ver uma musa bombada porque esse não é o meu perfil. E nem sofro com isso. A gente vive num momento de diversidade. Cada um com suas curvas, com seu gênero… Vou ser eu ali, com o corpo mais trabalhado, só isso! — avisa.

Os cuidados incluem uma dieta equilibrada, nada radical, segundo Carla, que atualmente está morando no Rio por conta dos compromissos com a escola e os treinos:

— Estou fazendo a minha comidinha. Cortei sal, diminuí açúcar. Estou evitando comer alimentos industrializados, pão… Aí eu substituo por purê de inhame, aipim, batata-doce. Mas não passo fome! Meu foco não é só estar com o corpo bonito para os outros verem. É ter saúde.

Body Duloren (R$ 178,90); brinco (R$ 198), prendedor de flor (R$ 63) e echarpe usada como saia (R$ 162) Fiszpan; e sandália Cecconello (R$ 229,90)

E será na Tricolor de Caxias, cujo enredo é “Vai para o trono ou não vai?”, em homenagem a Chacrinha, o reencontro explosivo da Novinha com a Perigosa de “A força do querer”. Enquanto Carla, intérprete da sexy e afrontosa Carine, vai representar a rainha do cassino, Juliana Paes, a poderosa Bibi, voltará à Avenida à frente da bateria.

— Eu estava numa sessão de fotos no estúdio do Vinícius (Mochizuki) quando a gente parou para assistir à novela, e o Jayder (Soares, presidente de honra da Grande Rio) me ligou, todo carinhoso. Disse que estava amando “A força do querer” e minha personagem, que já tinha feito o convite para Juliana ser a rainha de bateria e que queria a Novinha para musa. Não tive como dizer não — conta Carla, que faz parte da agremiação há 17 anos: — Foi na época da Khadija de “O Clone” (2001) que eu conheci a escola. Até então, nunca tinha visto o carnaval do Rio. Foi amor à primeira vista. Já desfilei em todos os setores. Fui princesa das passistas, destaque de carro alegórico, de chão. Este ano, virei musa!

O cargo mais disputado, o de rainha de bateria, a loura diz não cobiçar. Ela samba conforme o batuque:

— Meu amor pela Grande Rio está acima de qualquer posto. Não tenho pretensão em relação a isso.

Ainda colhendo os louros do sucesso da periguete que movimentou a trama de Gloria Perez, a artista, que cresceu às vistas do público, vive um momento especial na carreira e na vida pessoal. E isso se reflete na aparência:

— É a minha melhor fase. Na verdade, minha autoestima sempre foi elevada. Nunca tive problema com o espelho. É claro que, às vezes, aparece um pneuzinho aqui e ali, mas sempre estive bem comigo. Insegurança todo mundo tem, só acho que a gente tem que aceitar. Na vida real, não sei fazer drama. Sou prática. Se a gente não se achar bonita, quem vai achar?

Vestido DTA (preço sob consulta); e acessórios acervo da produção

Toda essa praticidade não significa que ela seja imune ao sofrimento.

— Já tive decepções amorosas que me fizeram chorar muito. Teve um (namorado) que me deixou mal durante um tempo. Todo mundo tem momentos bons e ruins na vida. Mas a gente tem que trabalhar a mente para saber dar a volta por cima — ensina.

Solteira há três anos, essa paulistana de gingado carioca ressalta que adora estar apaixonada. Mas, se não está, tudo bem também:

— Não dependo do outro para ser feliz. Isso seria um sofrimento. Quando fico com alguém é por um tempo. Mas, às vezes, nem rotulo como namoro.

Estilo à moda antiga, Carla avisa que, com ela, é cada relacionamento no seu tempo. Nada de sair ficando com um e com outro por aí ao mesmo tempo.

— Nunca fiquei com mais de um cara. Na verdade, tem que ter um certo envolvimento. Boa parte dos meus relacionamentos foi com amigos, homens que eu já conhecia, por quem tinha carinho, confiança. Uns duraram o tempo que tinham que durar e depois nos tornamos amigos. Outros, botei para correr (risos) — pontua a atriz.

Cropped Zinsk (R$ 179); saia Zinsk (R$ 199); brinco (R$ 108), colares (R$ 126 cada) e pulseiras Fiszpan (R$ 81 azul e (R$ 135 kit bicolor); sandália Cecconello (R$ 229,90)

Com a veia empreendedora pulsando forte, Carla acaba de lançar sua linha de acessórios em parceria com a DiBase. E, paralelamente à carreira de atriz, este ano ela se forma em Cinema:

— Tive que trancar a faculdade muitas vezes por causa dos trabalhos. Vou ser atriz para o resto da vida, mas admiro a arte de dirigir, e eu tive ótimos professores desde criança. Comecei com os grandes, né?

E lá se vão 25 anos de estrada, com contratos nas maiores emissoras. Hoje, se precisar, ela bate, sem cerimônia, numa porta atrás de um bom papel.

— Fiquei quatro anos contratada no SBT, nove na Globo e oito na Record. Foi um privilégio, sim, porque é uma profissão instável. Mas cada um tem sua história e seu tempo. E é lógico que eu peço papel. Não é vergonha alguma! Afinal, quem não é visto não é lembrado — pontua Carla. Inshalá!


Fonte: Extra

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