Comissão de Saúde da Alerj vai à Brasília para obter recursos para Hospital da Posse

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A decisão foi anunciada na tarde desta sexta feira (17/3) durante uma vistoria realizada pela comissão.

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai a Brasília na próxima semana pedir ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, a regularização dos repasses da União para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, conhecido como Hospital da Posse.

A unidade foi municipalizada em 2002 e, segundo o diretor geral do hospital, Dr. Joé Sestello, o termo de cessão feito à época determinava a divisão do custeio entre município, estado e União. “Os repasses encontram-se defasados e atrasados. O Hospital precisa de R$ 20 milhões mensais para manter o atendimento. Recebemos cerca de R$ 8 milhões da União, e faz mais de dois anos e meio que o Estado não cumpre com a sua obrigação de repassar R$1,5 milhão por mês”, disse Sestello. Segundo ele, a prefeitura tem arcado com a maior parte do financiamento e, se os repasses não forem regularizados, o hospital corre o risco de fechar. Com capacidade para quatro mil atendimentos por mês, a unidade atende cerca de 12 mil pessoas. Mais da metade dos pacientes vem de outros municípios da Baixada Fluminense.

Importância regional

Localizado próximo à Rodovia Presidente Dutra, a unidade conta com 490 leitos para atender a quatro milhões de habitantes da região da Baixada Fluminense. Recebe por dia 600 pacientes. A dona de casa Thaís de Salles Ferreira, contou que a mãe foi atropelada há 10 dias em Belford Roxo. Levada para a unidade, aguarda a chegada de material para a realização da cirurgia. “Nossa situação é desesperadora. Não sabemos quando vai chegar e depois a minha mãe ainda vai ter que entrar em uma fila, com essa demora ela corre o risco de não se recuperar. ela está em um enfermaria lotada, sem nenhuma privacidade, enquanto aguarda“, relatou Thaís.

Membro da Comissão,o deputado Milton Rangel (DEM), reforçou a importância de o Ministério da Saúde reconhecer a unidade como um Hospital Regional. Segundo o parlamentar, há outros hospitais com demandas menores que recebem do Governo Federal cinco vezes mais do que o Hospital da Posse. “O Hospital da Posse atende 55% dos pacientes da Baixada Fluminense e recebe menos da metade do que precisa do Ministério da Saúde. O Hospital de Bonsucesso, que também é uma unidade de emergência, recebe cinco vezes mais para atender metade dos pacientes”, diz Rangel.

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