Arco Metropolitano é criticado por abandono e falta de segurança

Rodovia custou quase R$ 2 bilhões aos cofres públicos. Motoristas reclamam da falta de assistência e perigos na estrada.

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As obras do Arco Metropolitano, rodovia que liga Duque de Caxias ao Porto de Itaguaí, estão abandonadas após um ano e meio da inauguração. Os quase 72 quilômetros iniciais da estrada são alvo de constantes relatos de roubos.

Ao longo da via é possível encontrar inúmeras irregularidades. A pista é nova, mas está cheia de lixo; as placas de sinalização e pontes que foram construídas também não estão conservadas e apresentam pichações; há mato crescendo no entorno da via e as barreiras caem sobre a via.

As obras custaram quase R$ 2 bilhões de investimento com dinheiro público. Os motoristas não conseguem encontrar postos de gasolina, borracheiro ou assistência na estrada. Além de todos os problemas estruturais, quem passa pela via reclama da falta de segurança.

Uma moradora disse que esta é a realidade do Arco Metropolitano e pede a instalação de um posto policial. Outra reivindicação é que as cidades que tem acesso pelo arco, estão ficando inacessíveis.

Um motorista, que costuma passar pelo local, afirmou que é preciso ter “muita atenção quem for acessar o Arco Metropolitano. Vagabundagem na pista próximo ao Guandu”. Quem mora na região diz que os episódios são constantes.

Quando o Arco Metropolitano foi inaugurado em 2014, a estimativa era de ter 30 mil veículos por dia passando pela rodovia. Mas atualmente, são apenas sete mil em média, de acordo com secretaria de Obras do estado do Rio.

Um vídeo divulgado pela internet por uma empresa de transporte de cargas mostra o momento em que homens atiram pedras no pára brisa de um caminhão, quando ele passa pelo arco. O motorista seguiu viagem e por sorte o vidro resistiu a pedrada. Os motoristas contam que esta é a forma de agir dos bandidos, eles atiram pedras para a pessoa perder o controle da direção, ou colocam obstáculos na pista. Quando o motorista reduz a velocidade ou para, é rendido pelos criminosos.

A Polícia Militar foi questionada sobre a falta de segurança na via. De acordo com a PM, seis patrulhas fazem rondas no arco durante 24 horas por dia. Segundo o comando do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), o policiamento cobre o local pelo período de 24 horas. O BPVE afirma que são realizadas diariamente 8 operações em horários e locais de maior incidência criminal.

Segundo dados fornecidos pela PM, até o dia 17 de janeiro mais de 2,5 mil veículos foram abordados por policiais da unidade, uma média de 150 abordagens por dia. Neste período, seis suspeitos foram presos, duas armas apreendidas e foram recuperadas quatro veículos com cargas roubadas. Os policiais recolhem em média 70 animais na via, segundo o Batalhão.

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