Após nova votação de impeachment, Charlinho, prefeito de Itaguaí, é mantido

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Político era acusado de mau uso da verba municipal da saúde. Votos pela cassação eram maioria, mas não atingiram o necessário para tirar Charlinho do cargo.

Depois de uma sessão que durou mais de sete horas e que durou parte da madrugada desta quinta-feira (4), os vereadores do município de Itaguaí, na Região Metropolitana, decidiram manter o mandato de Carlos Busatto Júnior, o Charlinho, prefeito da cidade. O político, do MDB, era acusado de mau uso da verba municipal da saúde.

Foram nove votos a favor da cassação e outros oito contrários. Apesar da maioria, eram necessários 12 votos para o impeachment.

Durante a sessão, seis vereadores se inscreveram para falar na tribuna. Em seguida, o rito foi seguido pela palavra do procurador Alexandre Oberg. Ele defendeu o prefeito em um discurso de duas horas e acabou rasgando o relatório da acusação.

A votação foi secreta. Com os nove votos favoráveis à cassação, o relatório final da comissão de impeachment foi aprovado, mas não foram obtidos os votos necessários para que Charlinho fosse retirado do cargo.

O líder do governo na Câmara de Vereadores comemorou o resultado e reafirmou o apoio.

“Eu acredito na gestão do prefeito Charlinho. Ele, nos seus oito anos que esteve a frente como chefe do Poder Executivo, de 2004 até 2012, ele fez uma ótima gestão. Ninguém fez tanta obra quanto ele, que já comprovou que é um ótimo administrador. Cabe termos paciência e continuar cobrando”, destacou Sandro da Hermínio, do Podemos.

O relator do processo afirmou que a Câmara Municipal vai seguir cobrando a gestão do prefeito.

“São processos traumáticos que mexem com a estabilidade. Porém, uma vez instaurados, é preciso de levar a frente. Como eu falei no meu parecer, não são processos que vão cassar o prefeito, mas vão investigar e possivelmente levar a cassação ou não”, explicou André Amorim, do PR.

Outro processo de impeachment

É o segundo processo de impeachment do qual Charlinho se livrou em menos de 10 dias. Na noite do dia 25 de junho, a votação de outro relatório que pedia o impeachment do prefeito de Itaguaí também não atingiu o mínimo necessário de votos.

A comissão processante pedia o impeachment de Charlinho por uma suposta falta de repasse de mais de R$ 21 milhões para o Instituto de Previdência de Itaguaí, o Itaprev. De acordo com a denúncia, o valor foi descontado dos funcionários mas não foi repassado para o órgão.

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