Adolescente foge de casa, em Nova Iguaçu, e mãe entra em desespero.

‘Não sei se está viva ou morta’ , declara mãe.

1687
A dona de casa Rosemere Rodrigues Pereira, de 38 anos, faz uma mobilização nas redes sociais para tentar encontrar a filha, estudante Yasmin Rodrigues Pereira, de 17.

A menina saiu de casa, no bairro de Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no último sábado e desde então não dá notícias para a família. Ela apagou seu perfil no Facebook e não responde as mensagens do WhatsApp. Segundo a mãe, não houve qualquer discussão que justifique a fuga de Yasmin.

– Estava tudo tranquilo. Ela saiu de casa no sábado à tarde dizendo que ia encontrar uma amiga. Mas não apareceu mais. Tinha um encontro marcado com o namorado, mas não foi. Estranhei e aí fui procurar a tal amiga, para ver se tinha notícias da minha filha. E descobri que ela não tinha ido encontrar essa amiga – contou Rosemere.

A dona de casa, então, começou a circular pelo bairro em busca de notícias de Yasmin. E soube que a filha foi vista nas proximidades de casa, chorando muito e carregando sacolas.

– Um mototaxista me falou que tinha levado minha filha à estação (de trem) de Austin. Disse que no caminho alguém perguntou onde ela estava indo e a Yasmin respondeu: “Estou indo embora. Cansei de tudo” – disse Rosemere.

yasmin1

A mãe, então, logo mandou uma mensagem para a filha pelo WhatsApp. Mas a garota não visualizou. Desde então, foram várias mensagens, todas sem resposta.

– Ontem (quinta-feira) descobrimos que ela desativou o Facebook. Antes disso, uma amiga havia mandado uma mensagem para ela pelo Face. A Yasmin leu, mas não retornou – relatou a dona de casa.

De acordo com Rosemere, a filha sempre foi muito reservada em relação a suas redes sociais e excluiu a mãe do Facebook. Na quarta-feira anterior ao desaparecimento, a dona de casa lembra de ter flagrado a filha ouvindo um áudio no WhatsApp e caindo no choro em seguida:

– Perguntei o que era, mas ela não quis falar de jeito algum. Tenho muito medo de ela ter caído na lábia de alguém nessas redes sociais. Nem eu nem o pai tínhamos controle algum sobre ela. O telefone da minha filha tinha senha. A gente não tinha acesso a nada.

yasmin2

Rosemere registrou o desaparecimento da filha na 56ª DP (Comendador Soares). Já percorreu hospitais e recebeu uma série de informações desencontradas.

– Já disseram ter visto minha filha em Belford Roxo (na Baixada Fluminense), na Mangueira e na Nova Holanda (comunidades na Zona Norte do Rio). Mas nada. Estou sem saber o que fazer. Não sei se ela está viva ou morta. Queria muito pedir a ela que volte para casa. Todos estão sentindo saudades dela. A irmã (de 10 anos) não para de chorar. Por favor, filha, dê notícias de vida. Está sendo muito difícil – apelou a dona de casa, que sofre de depressão e toma remédios controlados.

Ainda de acordo com a mãe, Yasmin começa a cursar o terceiro ano do Ensino Médio em 2016. O sonho da menina é fazer prova para Polícia Civil ou para a Polícia Federal.

Quem tiver informações sobre Yasmin pode fazer contato com o Disque-Denúncia: (21) 2253-1177

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui