Ações modernas acabam com fila da madrugada no Núcleo Cívil da Defensoria Pública em Nova Iguaçu

Mediação, novas rotinas de trabalho e agendamento eletrônico resgatam a dignidade e cidadania dos assistidos

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As longas filas que se formavam nas madrugadas para atendimento no Núcleo Cívil da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, na comarca Nova Iguaçu, são cenas de arquivo.

À frente do Núcleo há dois anos, a defensora pública especialista em Mediação de Conflitos, Larissa Davidovich, transformou o cenário. Focada em oferecer um serviço mais humano e eficiente, ela se dedicou em fazer da sua equipe de servidores e estagiários um verdadeiro time com a determinação de resgatar a autoestima, a dignidade e a cidadania daqueles que buscam ajuda jurídica.

Quando eu cheguei aqui, já no primeiro dia, senti que teria pela frente uma difícil missão. Uma comarca gigantesca, com mais de um milhão de pessoas, com pouca estrutura, filas imensas que se formavam antes das seis da manhã e muitas ações ajuizadas sem nenhuma tentativa prévia de solução extrajudicial”, lembra a defensora Davidovich. Determinada, ela implantou a rotina da Mediação.

Em dois anos de atuação à frente do Núcleo, Davidovich realizou muitas mudanças. “O Núcleo passou a colocar em prática a Mediação. O resultado foi o fim das filas nas madrugadas, fim das senhas e o começo do agendamento no site próprio do Núcleo www.defensoriani.wix.com/nucleocivel”, conta, com brilho nos olhos, a defensora. Segundo ela, o objetivo é cada vez mais exercer o protagonismo nas soluções extrajudiciais, deixando para o Judiciário tão somente o que não foi possível ser solucionado.

Experiente e atenta, Davidovich, que também é responsável pelo atendimento em Mesquita, criou novas rotinas de trabalho à equipe em relação às instituições financeiras, concessionárias de serviço público e planos de saúde. Outro fator importante, para a defensora, foi a criação do próprio site do Núcleo Cívil de Nova Iguaçu. Agora, os assistidos podem realizar o agendamento e tirar suas dúvidas. De acordo com Davidovich, a ferramenta leva um pouco de dignidade e cidadania para a população vulnerável e excluída. “Não há recompensa maior para mim, porque escolhi ser defensora pública”, afirma.

Davidovich destaca que a nova realidade do Núcleo é a construção de uma meta perseguida de forma conjunta com a equipe dela. “O maior incentivo que tive veio de todos que atuam comigo, que topam todas as minhas loucuras para oferecer o melhor aos assistidos da Defensoria Pública. Meu grupo de trabalho não teme os desafios, principalmente o meu assessor Jeimeson Marques”, finaliza.

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