Alguns projetos de minicarros brasileiros

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Contra aquele ditado que diz “brasileiro compra carro por metro”, listamos dez histórias de minicarros que tentaram – e ainda tentam – emplacar no país.

Dacon 828

Apenas 48 unidades do Dacon 828 foram fabricadas | Crédito: Silvio Ferreira

Gurgel Supermini
Gurgel Supermini
Gurgel Supermini | Crédito: QUATRO RODAS

Em 1988 nasceu o primeiro carro 100% nacional, o Gurgel BR-800. Tinha 3,2 m, quatro lugares, motor de dois cilindros e 32 cv. Em 1992 originou o Supermini (foto), com mais 4 cv e acabamento refinado. Viveu os últimos dias da Gurgel, em 1993.

 

Gurgel Itaipu
Gurgel Itaipu
Gurgel Itaipu | Crédito: QUATRO RODAS

O Itaipu foi mostrado no Salão de 1974. A forma da carroceria lembrava uma caixa de panetone de 2,7 m de base. Mas o destaque era seu motor elétrico de 3,2 kW (4,2 cv), que o levava a 50 km/h e, segundo o dono do protótipo sobrevivente, roda até 80 km com uma carga.

 
Dacon 828
Dacon 828
Dacon 828 | Crédito: Hiroto Yoshioka

Paulo Goulart, dono da Dacon, cortou o motor 1.3 e o chassi do Fusca (o banco traseiro virou dianteiro) e pôs rodas  aro 10, do Mini Cooper. Anísio Campos fez a carroceria de 2,5 m, com soluções como a porta recortada para não raspar em calçadas. Viveu de 1982 a 1986.

PAG Nick
PAG Nick
PAG Nick | Crédito: QUATRO RODAS

Outro projeto de Anísio Campos para a Dacon: uma Saveiro 25% menor (passa a ter 3 m) com formato hatch e preço 50% maior. A ideia era fazer 50 por mês – apesar de caro, era exclusivo. A volta das importações baixou seu apelo. Vendeu 150 unidades, de 1988 a 1991.

Mini-Puma
Mini-Puma
Mini-Puma | Crédito: Carlos Namba

Houve duas tentativas de criar o Mini-Puma. A de 1974 previa design próprio, motor holandês DAF e consumo de 20 km/l. A segunda, de 1982, era para montar esse Daihatsu (foto). Também não vingou, mas uma geração seguinte desse carro veio em 1995: é o Cuore.

Gurgel Moto-Machine
Gurgel Moto-Machine
Gurgel Moto-Machine | Crédito: QUATRO RODAS

Versão mais curta e alegre do BR-800, mostrada no Salão de 1990. Tem dois lugares, 2,9 m, estepe continental e portas removíveis – assim como o teto e o para-brisa. Bancos de couro e rodas de liga leve eram opcionais. Foram 177 unidades fabricadas.

Gurgel XEF
Gurgel XEF
Gurgel XEF | Crédito: QUATRO RODAS

Apesar de ter enxutos 3,1 m, era um carro para chefes – com estilo inspirado nos Mercedes e luxos como vidros elétricos e porta-luvas em forma de pasta executiva. Largo (1,72 m), leva três passageiros lado a lado. De 1983 a 1986, vendeu menos de 200 unidades.

Alcar 400
Alcar 400
Alcar 400 | Crédito: Hugo Koyama

Para sair do lugar, o Alcar (1982), precisava de um empurrão. A carroceria de dois lugares (com 2,4 m), previa motor traseiro de Honda CB400, – só previa, não teve. Sem o empurrão de uma grande empresa, o belo protótipo, trabalho de faculdade, não foi para a frente.

Emis Art
Emis Art
Emis Art | Crédito: Pedro Rubens

Com 3,1 m e dois lugares, o Art foi artista – atuou na novela Cambalacho (1986). Tem chassi e carroceria próprios, e o resto é uma salada: motor VW 1 600, para-brisa, portas e vidro traseiro de Marajó, painel de Gol, volante de Passat, lanternas de Panorama e faróis de Brasilia.

PodCycle
PodCycle
PodCycle | Crédito: Divulgação

Desenvolvido a partir de uma ideia dos estudantes de engenharia da Universidade Federal de Santa Catarina, o PodCycle é um veículo elétrico de dois lugares, planejado para fazer parte de uma rede de compartilhamento. O projeto atualmente recebe doações via crowdfunding, e deve começar um tour promocional no segundo semestre de 2016.

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