Escola de samba campeã do carnaval do Rio é conhecida nesta quarta

Doze agremiações disputam o título esse ano. Estação Primeira de Mangueira foi a campeã do Estandarte de Ouro.

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Será conhecida nesta quarta-feira (10), a partir das 17h, a grande campeã do carnaval carioca de 2016. Com belíssimas apresentações, 12 agremiações disputam o título esse ano.

A Estácio de Sá levou para a avenida uma homenagem a São Jorge, a União da Ilha reverenciou o Rio e as olimpíadas, a Beija-Flor narrou a história do mineiro Marquês de Sapucaí, que dá nome à passarela de samba carioca.

A Grande Rio fez homenagem à cidade paulista de Santos. Já a Mocidade se inspirou em Dom Quixote para falar do Brasil e a Unidos da Tijuca falou sobre a importância da agricultura na vida do homem.

Já na segunda noite de desfiles do Grupo Especial, a Vila Isabel homenageou o político Miguel Arraes. O malandro carioca foi a inspiração do desfile do Salgueiro. A São Clemente contou a história dos palhaços, a Portela levou a história da humanidade para a Sapucaí, a Imperatriz uniu o samba ao sertanejo para contar a história da dupla Zezé de Camargo e Luciano e a Mangueira reverenciou a cantora Maria Bethânia.

Prêmio Estandarte de Ouro
A Estação Primeira de Mangueira conquistou o Estandarte de Ouro do Jornal O Globo de melhor escola do Grupo Especial. Última agremiação a desfilar pela Marquês de Sapucaí, a verde-e-rosa celebrou os 50 anos de carreira da cantora baiana com muito luxo e sofisticação, além da presença de muitos artistas.

Cantora nasceu em Santo Amaro, na Bahia (Foto: Alexandre Durão/G1)Cantora nasceu em Santo Amaro, na Bahia (Foto: Alexandre Durão/G1)

O Estandarte de Ouro de melhor enredo ficou com o Salgueiro, que fez uma ode à malandragem, com enredo inspirado na obra “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque.

A comissão de frente da vermelha e branca também foi premiada pelo O Globo. Ela fez uma encenação misturando exus, malandros sujos e rainhas da noite. Durante a apresentação, as bailarinas saiam de dentro de saias gigantes, com painéis de LED que ganhavam ‘vida’, girando sozinhas e exibindo imagens de fogo.

Também ficou com o Salgueiro o Estandarte de Ouro de melhor porta-bandeira do Grupo Especial ficou com o Salgueiro. Marcela Alves desfilou fantasiada de rainha dos mendigos

O Salgueiro é a segunda escola a desfilar no segundo dia do Grupo Especial (Foto: G1/Rodrigo Gorosito)Salgueiro homenageou os malandros com enredo inspirado na Ópera do Malandro, de Chico Buarque  (Foto: G1/Rodrigo Gorosito)

Já a Vila Isabel ficou com o Estandarte de Ouro de melhor mestre-sala do Grupo Especial. A escola abriu o segundo dia de desfiles na Sapucaí com enredo que homenageou o político Miguel Arraes (1916-2005) e o estado de Pernambuco. O mestre-sala da agremiação, Phelipe Lemos, de 26 anos, fez par com Dandara Ventapane, neta de Martinho da Vila. Eles representaram a caatinga sertaneja.

Esta é a terceira vez que Phelipe Lemos ganha o mesmo Estandarte de Ouro – os dois primeiros títulos foram conquistados em 2013 e 2014, quando desfilou pela Imperatriz. Ele foi revelado mestre-sala pela Vila Isabel no carnaval de 2009, mas ele desfila no carnaval carioca desde 1998, quando estreou pela Acadêmicos do Cubango.

Ficou com a Portela o Estandarte de Ouro de Melhor Samba Enredo. Composto por Samir Trindade, Wanderley Monteiro, Elson Ramires, Lopita 77, D-Menor e Edmar Jr., o samba falou sobre viagens. A escola apresentou o enredo “No voo da águia, uma viagem sem fim”,

Ito Melodia, da União da Ilha do Governador, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor puxador de samba do Grupo Especial. A escola da Zona Norte foi a segunda a desfilar na primeira noite do Grupo Especial e levou para a Sapucaí o enredo que tinha como pano de fundo as olimpíadas deste ano.

Também ficou com a escola da Ilha do Governador o Estandarte de ouro de Melhor Ala pela “”Cariocas são dourados”, que retratava personagens típicos da Cidade Maravilhosa, como vendedores de mate e biscoitos.

O Estandarte de Ouro de melhor bateria do Grupo Especial ficou com a Beija-Flor. Atual campeã do carnaval carioca, a escola contou a história do político, poeta, compositor e professor dos tempos do Brasil imperial, que dá nome à passarela do samba: Cândido José de Araújo Viana, o Marquês de Sapucaí.

A bateria da escola de Nilópolis contou com a participação de músicos da Orquestra Maré do Amanhã.

Amanda Mattos, da Mangueira, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor passista feminina.
Jonatan, da São Clemente, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor passista masculino.

A Vila Isabel ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala de passistas do Grupo Especial.

Os prêmios
  • Melhor escola: Mangueira
  • Melhor Comissão de Frente: Salgueiro
  • Melhor Bateria: Beija-Flor
  • Melhor Porta-Bandeira: Marcela Alves
  • Melhor Mestre-Sala: Phelipe Lemos
  • Melhor Samba Enredo: Portela
  • Melhor Puxador: Ito Melodia
  • Melhor Ala de Baianas do Grupo Especial: Estácio
  • Melhor Enredo: Salgueiro
  • Melhor Ala: União da Ilha, “Cariocas são dourados”
  • Personalidade do Grupo Especial: Monarco, na Portela
  • Revelação do Grupo Especial: Leandro Vieira, carnavalesco da Mangueira

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