Rotas turísticas da cidade de Magé

Conheça alguns pontos mais atrativos da história da cidade

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Ao atravessarmos por baixo de um pontilhão da antiga Estrada de Ferro Mauá, chegaremos a Inhomirim. As atividades na localidade começaram em 1724, quando a população passou a descer a serra pelo caminho construído por Bernardo Soares de Proença. A vista atingia o Porto do rio Inhomirim-Estrela.

Ainda na serra, o caminho cortava o córrego seco, em Petrópolis hoje, passando pela atual Rua Teresa. O Barão Grigory Ivanovitch Langsdorff, cônsul geral da Rússia no Brasil, adquiriu em 1816 a Fazenda Mandioca, que tinha uma linda vista para a Baía. Hoje encontramos ali apenas as ruínas dos alicerces. A fazenda era uma experiência do plantio da mandioca com mão de obra livre, mas, apesar dos esforços, o projeto fracassou.

Durante mais de um século, ouro e pedras preciosas passaram pela Baixada Fluminense através do Caminho do Proença. A estrada foi toda pavimentada por ordem do príncipe regente D. João VI, ainda em Portugal. A ordem foi concedida por Carta Régia, em outubro de 1799, ao então vice-rei Conde de Rezende e confirmada em 1800 a seu substituto, Dom Fernando José de Portugal.

De Inhomirim podemos chegar a Petrópolis por outra estrada toda calçada em paralelepípedo.
Voltando por Fragoso, seguimos para o bairro de Piabetá. Atravessamos a linha férrea e seguimos pela Av. Santos Dumont até bem próximo da Rodovia Rio-Magé.

Ao lado esquerdo está a Estrada Mineira. Ao final, numa grande praça, localiza-se a Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim, de 1677. Ficava às margens do caminho que levava ao Porto Estrela. Nessa igreja foi batizado o Duque de Caxias. Ela foi matriz, sede de Freguesia e possuía muitas outras igrejas e capelas filiadas. Atualmente está em ruínas.

Continuando nossa rota, seguimos em direção ao Porto da Estrela. Entramos na Rio-Magé em direção ao Rio de Janeiro, passando pelo pedágio. Descendo até o contorno em Imbariê, voltamos em direção à Magé.

Andando mais um pouco, temos a Comunidade Estrela. Passando por ela, ganhamos o caminho de Inhomirim. Ainda é possível encontrar pequenos trechos do calçamento antigo, já muito destruído e de chão batido. É um caminho estreito e sinuoso, mas extremamente compensador para quem visita a região.

Caminhamos até encontrar o Rio Inhomirim-Estrela e as ruínas do local onde foi a Vila da Estrela, visitada por dezenas de viajantes, pintores, homens letrados e tropeiros. Este era o caminho dos inconfidentes e praticamente todo ouro do século dezoito passou por esse local.

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