Morador da Baixada Fluminense vai narrar e comentar competições de judô na Rio 2016

Comentários do coordenador do curso de Educação Física da Uniabeu, que mora em Belford Roxo, serão acompanhados na pelo celular, na Arena 2

0
191

O coordenador do curso de graduação em Educação Física do Centro Universitário Uniabeu, Roberto Alves Garcia, 56 anos, morador no Centro de Belford Roxo, já vive a adrenalina do clima dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

É que ele vai estar frente a frente com os atletas de judô no Parque Olímpico, comentando as competições das Olimpíadas, de 5 a 13 de agosto; e das Paralimpíadas, de 4 a 11 de setembro.

Teremos uma rádio que transmitirá os combates para o público presente na Arena 2 do Parque Olímpico. Todos poderão acompanhar a narração e os comentários pelos celulares, através de um aplicativo próprio”, explica o coordenador Roberto Garcia.

Garcia não é fraco, não! Faixa vermelha e branca, 6º Dan, o coordenador participou da seleção para comentarista das competições de Judô, realizada pelo Comitê Rio-2016. E foi selecionado. “Acredito que a minha escolha esteja baseada na minha experiência”, conta o coordenador da Uniabeu. O currículo do judoca exibe: Locutor oficial da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) há 25 anos, formado pela Escola de Locutores do Brasil e com atuação em eventos esportivos internacionais.

 “Além de ter uma vida dedicada ao judô, pratico o esporte desde os meus seis anos, sou formado pela Escola de Locutores do Brasil e atuei em diversos seguimentos: rádio, televisão, e eventos esportivos internacionais, como os Jogos Pan-americanos Rio 2007 e Parapan-americanos Rio 2007, como também no Campeonato Mundial em 2009”, conta Garcia. Mas o inquieto esportista também é professor de Judô da Comissão Estadual de Graus da FJERJ e da disciplina Metodologia do Ensino das Lutas, na UNIABEU.

Pós-graduado em Judô, mestre em Educação Física e Cultura e fazendo doutorado em Ciências do Exercício e do Esporte, na UERJ, Garcia vem aprimorando o seu conhecimento específico sobre a modalidade que vai comentar no maior evento esportivo do mundo. “O momento é de prestar atenção na atualização das regras e dos golpes, além de assistir vídeos de competições recentes transmitidas pela mídia televisiva”, avalia.

Estranhas para a maioria das pessoas, as palavras quimono, Shiai jô, Ippon, Wazari e Yuko serão pronunciadas inúmeras vezes por Garcia durante seus comentários nos Jogos Rio 2016. Para esclarecer o significado de cada uma delas, o coordenador da Uniabeu simplifica:

Shiai Jô: Local onde as lutas acontecem. É um piso de material sintético, com uma área de luta quadrada de 14 x 14 metros.

Quimono: Conhecido no esporte como judogi, é o conjunto formado por jaqueta, calça e faixa. Na prática diária utiliza-se o branco ou o azul, com a cor da faixa indicando a graduação. Nas competições, a partir dos anos 90, foi adotado o quimono azul, para diferenciar os lutadores para a arbitragem e as transmissões de TV. A escolha da cor do judogi é determinada durante o sorteio das chaves.

As pontuações são:

Ippon – Quando o Ippon é concretizado, o combate se encerra. Existem várias formas de conquistar o Ippon:

1-    Quando um judoca consegue derrubar o adversário, e este bate com as costas no solo, apresentando quatro características, controle, força, velocidade e impacto.

2-    Imobilizando-o, com as costas ou ombros no chão durante 20 segundos.

3-    Quando o adversário desiste da luta, ao receber um estrangulamento ou chave de braço.

4-    Quando o adversário é penalizado com quatro faltas simples (Shidô) ou com uma falta grave (Hansokumakê)

Wazari: Outra forma de conquistar o Ippon é através da obtenção de dois Wazari. O Wazari é uma projeção que foi aplicado de forma incompleta, ou seja, falta uma das características apresentadas acima para se obter o Ippon. Ou quando o adversário é imobilizado de 15 a 19 segundos.

Yuko: Quando o adversário vai ao solo de lado de lado. Ou quando é imobilizado de 10 a 14 segundos.

Fotos: Rodolfo Walter

DEIXE UMA RESPOSTA