Mais Água Para a Baixada, e não é de chuva!

Cedae vai construir 17 novos reservatórios e reativar outros 9

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Terra, planeta água! Assim diz a música de Guilherme Arantes. Estas palavras começarão a fazer mais sentido para mais de 200 mil moradores da Baixada que sofrem com falta de água.

A Cedae anunciou que já começaram as obras que vão universalizar o abastecimento na região. Serão 17 novos reservatórios e outros nove, que estão fora de uso, serão reformados.

As obras fazem parte dos projetos “Mais Água para a Baixada” e do Complexo Guandu 2, que custarão cerca de R$ 3,4 bilhões.

Quem sofre com falta de água aguarda pelas melhorias. Em Shangrilá, Belford Roxo, o problema é frequente. “Estou cansado, não vejo a hora das coisas melhorarem, espero que isso mude”, desabafa Rodolfo Santiago, 42.

Desde 2014, quando foram inaugurados os reservatórios JK 1 e 2, Janaína Monteiro, 38, de Mesquita, espera para ter água. “A promessa é de que iria melhorar e a água ia chegar, mas nada”, reclama.

As obras estão em andamento em diversas cidades da Baixada

Foto: Divulgação

Atualmente, a rede de água da Cedae deixa de atender formalmente cerca 25% do município de Japeri, 30% de Seropédica e Magé, 26% em Paracambi, 15% em Itaguaí e 20% de São João de Meriti. A maior porcentagem fica com Belford Roxo: 33%. Já Queimados chega a 17% em Duque de Caxias, 29%. Nova Iguaçu, com 6% e Mesquita, com 4% têm o menor percentual.

Em Queimados, por exemplo, serão construídos três novos reservatórios. Atualmente, o município só conta com dois. Saracuruna, Japeri e Campos Elíseos terãosistema próprio.

O presidente da Nova Cedae, Jorge Briard, afirmou que em três anos toda a região estará abastecida. “Nosso objetivo é universalizar o abastecimento formal de água, levando dignidade para a população. Vamos corrigir décadas de crescimento irregular, já prevendo o crescimento dos próximos anos”, concluiu.

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