Festival Noturno de Pipas Artísticas vai iluminar o céu da Praia de Sepetiba

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Festival de Pipas Artísticas Noturno vai iluminar o céu da Praia de Sepetiba no próximo dia 25, quando acontece o 1º Festival de Pipas Artísticas Noturno.

O evento, marcado para começar às 18h, vai reunir pipeiros de todo o Brasil, numa competição de encantar os olhos e relembrar a infância. Um deles será Edgard do Nascimento, de 64 anos, que empina o brinquedo desde criança, e, há 56, faz arte com o papel de seda.

Edgard com uma das pipas com led
Edgard com uma das pipas com led Foto: Roberto Moreyra

Em sua casa em Campo Grande, o aposentado guarda — e usa de decoração — mais de cem pipas dos mais diversos tipos: tem desenho de macaco, relógio, elefante, guarda-chuva e uma feita apenas com material recolhido do lixo. Esta é uma das mais importantes para Edgard

— É uma homenagem a Joãosinho Trinta (carnavalesco). Comecei a fazer quando ele adoeceu, e ganhei um campeonato na categoria beleza em 2011 — orgulha-se o ex-carteiro, mostrando que é possível utilizar materiais diferentes na confecção do brinquedo.

A pipa feita por Edgard em homenagem a Joãosinho
A pipa feita por Edgard em homenagem a Joãosinho Foto: Divulgação

O criador do festival e presidente do grupo de pipeiros Turma do Lobo, Vilmar Severo, de 38, conta que, para o júri, não importa se a pipa é de jornal, plástico ou seda, mas, sim, a originalidade. E, claro, se ela se mantém estável, voando no céu. No caso do festival noturno, a pipa precisa estar iluminada com led.

A competição, aberta a crianças e adultos, terá 13 eventos até o fim do ano, quando haverá a entrega de troféu. Serão julgadas as categorias originalidade e rokkaku (espécie de pipa japonesa). O resultado se juntará ao ranking carioca de festivais de pipa. Os vencedores ganham um troféu e um kit com material para confecção de pipas.

Pipas artísticas para festival noturno
Pipas artísticas para festival noturno Foto: Divulgação

Apesar da seriedade do concurso, Vilmar avisa que as prioridades são a diversão e a propagação da cultura da pipa. No dia do festival, serão distribuídas unidades para que as crianças brinquem e aprendam a soltar. Quem quiser também pode pegar dicas para fazer a sua própria criação.

— É um evento para a família. Uma noite para todos largarem o videogame, o computador e o celular para lembrar os velhos tempos — destaca Vilmar, que participa de competições de pipa há quatro anos.

Amanhã, às 9h, a Turma do Lobo, que concorre no festival, faz um esquenta para a competição do festival diurno, na Estrada do Campinho, em Campo Grande 3.511. O resultado vale para o ranking carioca.

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