Com vários problemas, Maraca não deve ser palco de Fla-Flu

Grama e falta de laudo são problemas no Maracanã, cotado para final da Taça GB; Engenhão e Brasília também são opções

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A final da Taça Guanabara, marcada para domingo, já começa a ser realizada a partir desta quarta.

É o dia em que representantes de Flamengo, Fluminense e da Federação de Futebol do Rio (Ferj) se reunirão para discutir o local da partida e o plano que será apresentado ao Ministério Público para tentar garantir que a decisão do primeiro turno possa contar com as duas torcidas. Maracanã, Engenhão e até Brasília estão cotados para servir de palco.

Com o anúncio de que o Maracanã receberá a estreia do Flamengo na Libertadores, contra o San Lorenzo, no dia 8, criou-se a expectativa de que a reabertura do estádio pudesse ser antecipada em três dias. Embora seja a opção favorita do Fluminense e da Ferj, ela esbarra em uma série de obstáculos que tornam sua viabilidade mais difícil.

A primeira, obviamente, é a queda da liminar que institui torcida única em clássicos no estado. A segunda, entretanto, é a falta de laudo de segurança: a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros farão a inspeção nesta quarta e verificarão o estado das grades que servem para separar as torcidas. Também será analisado o teto do estádio, que foi danificado pelos fogos de artifício da Rio-2016 e carece de reparos (há o risco de queda de caixas de som e pedaços de objetos da cobertura, segundo o laudo apresentando pelo próprio Rio-2016 ao governo). No entanto, mesmo com esses problemas, o Corpo de Bombeiros liberou o estádio para partidas nos meses de outubro a dezembro de 2016.

— Não vejo prejuízo se partida for realizada no Rio. No Maracanã, no entanto, não creio que será possível, já que o estádio ainda não tem laudo de segurança. Só faremos a vistoria no meio da semana. Não deve haver tempo hábil para o jogo de domingo — opinou de forma pessimista o major Silvio Luiz, comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), da PM.

Por fim, há a questão do gramado, que passa por reforma desde o último dia 15 para corrigir os danos causados pela falta de manutenção. Fontes ligadas à Odebrecht dizem que a grama seria um dos maiores impeditivos. Hoje o campo apresenta poucas partes queimadas, mas a Greenleaf, responsável pela grama, afirma que dificilmente o gramado teria condições receber dois jogos seguidos com pouco tempo para a recuperação. Oficialmente, o gramado só estaria 100% para o jogo do Flamengo na Libertadores.

O clube da Gávea não demonstra otimismo com a realização da final no estádio. O presidente Eduardo Bandeira de Mello acredita que, caso os laudos não sejam dados no dia da inspeção, não haverá tempo hábil para cumprir as exigências. A venda de ingressos precisa começar até 72 horas antes do evento. Ou seja, nesta quinta-feira.

Engenhão e Brasília

A primeira alternativa é o Engenhão, que já estava à disposição da Ferj para as semifinais da Taça Guanabara. O problema, neste caso, volta a ser a liminar expedida pelo Juizado Especial do Torcedor e de Grandes Eventos que proíbe clássicos com torcida dividida nos estádios do Rio. Os clubes e a federação traçarão um plano para ser apresentado ao Ministério Público (autor do pedido aceito pela Justiça) a fim de conseguir uma liberação para a final. A inspiração é o acordo costurado na semana passada, que permitiu o Flamengo x Vasco em Volta Redonda.

Caso a permissão judicial não seja obtida, jogar fora do Rio é o caminho. Esta possibilidade também será discutida na reunião, e Brasília está entre as opções que serão avaliadas. Os clubes querem a partida no Rio, mas não se opõem a uma final fora do Estado, se for mantida a torcida única.

— A primeira opção é o Maracanã. Sobre o laudo, acho que é uma questão de correr com os critérios de segurança. Mas, se não acontecer de podermos jogar com duas torcidas, sempre temos as demais opções. E o Fluminense não descarta jogar fora do Rio — disse o presidente Pedro Abad.

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